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Cuidados indispensáveis com portas corta-fogo para proteção e evacuação seguras

Cuidados indispensáveis com portas corta-fogo para proteção e evacuação seguras

As portas corta-fogo são instaladas em edifícios residenciais e comerciais para manter as rotas de fuga utilizáveis durante um incêndio. Mas, ao contrário do que muitos síndicos e equipes de zeladoria imaginam, uma porta certificada não garante segurança por si só. O desempenho real depende do estado das ferragens, da regulagem da mola, da vedação intumescente, da liberação do vão de passagem e do uso correto por parte dos moradores.

Quando qualquer um desses elementos falha, a porta perde sua capacidade de conter fumaça e calor, comprometendo diretamente a evacuação, a aprovação do AVCB e a responsabilidade civil do condomínio. Por isso, é importante entender não apenas o “que” fazer, mas por que cada cuidado influencia o funcionamento do conjunto.

      

1. Por que a porta precisa estar sempre fechada e livre de interferências

O funcionamento da porta corta-fogo depende do fechamento automático. Essa é a única maneira de garantir que, quando houver fumaça no ambiente, ela seja contida no local de origem.

No entanto, no uso diário dos condomínios, dois problemas se repetem:

  • a porta fica escorada para permanecer aberta;
  • objetos são deixados próximos ao batente ou atrás da folha.

Essas interferências impedem que a porta cumpra a função de compartimentação. E isso não é apenas um detalhe: a fumaça se desloca muito mais rápido que o fogo, e qualquer folga no fechamento permite que ela invada escadas e corredores, que são justamente as rotas de fuga, onde os moradores precisam se deslocar com segurança.

Então, além de liberar o ambiente, a equipe precisa verificar se a porta fecha sozinha sem auxílio e sem bater. Esse detalhe indica se a mola está funcionando como deveria.

      

2. O que inspecionar na manutenção periódica 

A porta corta-fogo é um equipamento de uso constante, e vários componentes sofrem desgaste natural. Os pontos de atenção que mais influenciam a eficiência do conjunto são:

  • mola de fechamento: para garantir o fechamento em locais com alto fluxo de pessoal, pressão de ar e locais com correnteza de ventos.
  • dobradiças e eixo: perde força com o tempo e deixa a porta com fechamento lento ou sem vedação completa
  • barra antipânico: deve acionar o destravamento sem esforço, garantindo acessibilidade para todos os usuários.
  • batente: precisa estar rígido e instalado sem deformações.

Cada um desses itens interfere diretamente no desempenho da porta. Por isso, a inspeção não deve se limitar a “ver se fecha”: é necessário testar a regulagem, verificar o estado dos materiais e registrar qualquer anomalia.

Condomínios que mantêm esse controle têm menos reprovações em vistorias e evitam substituições emergenciais mais caras.

      

3. Certificação: o ponto que compromete o AVCB

O conjunto da porta corta-fogo é ensaiado e certificado como um único sistema.
Isso significa que:

  • trocar a fechadura por um modelo qualquer,
  • instalar visor improvisado,
  • parafusar acessórios na folha,
  • substituir a barra antipânico por uma opção mais “barata”

anula a certificação original.

E isso é crítico. Uma porta que sofreu intervenções sem critério não atende mais ao desempenho térmico nem à estanqueidade previstos em norma. Nas vistorias, esse tipo de alteração é um dos principais motivos de notificação, além de gerar problemas com seguradoras, que podem deixar de pagar os prêmios ao constatar que os prejuízos foram causados por má conservação dos itens de segurança.

A regra é simples: qualquer modificação deve ser feita por empresa especializada, com componentes compatíveis e aprovados.

      

4. Uso correto no dia a dia: onde os condomínios mais falham

Grande parte dos danos ao equipamento vem do uso cotidiano. Em condomínios, é comum ver:

  • moradores batendo a porta com força;
  • carrinhos de compras ou limpeza presos na folha;
  • pessoas tentando travar a porta manualmente;
  • uso incorreto da barra antipânico.

Esses comportamentos geram folgas, desalinhamento, desgaste prematuro e falhas no fechamento. A orientação contínua minimiza chamados de manutenção e prolonga a vida útil do equipamento.

      

Cuidado contínuo para manter a segurança

O bom funcionamento da porta corta-fogo depende de verificações rotineiras por parte da zeladoria.Embora ajustes e reparos só possam ser feitos por empresa habilitada, essa triagem inicial evita que irregularidades passem despercebidas e comprometam o desempenho previsto em projeto.

Para seguir recebendo orientações práticas sobre segurança contra incêndio, manutenção predial e exigências para o AVCB, continue acompanhando as próximas publicações do nosso blog.

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