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Como escolher porta corta fogo e evitar erros que comprometem a segurança

Como escolher porta corta fogo e evitar erros que comprometem a segurança

A presença de uma porta corta-fogo em uma edificação levanta uma dúvida importante: será que ela é realmente essencial? Esse tipo de porta é parte fundamental da estratégia de compartimentação contra incêndios, ou seja, serve para impedir a propagação de fogo e fumaça entre diferentes ambientes, garantindo que áreas como escadas, corredores e antecâmaras mantenham rotas de fuga funcionando mesmo em emergência.

Contudo, a eficácia da porta depende de uma série de critérios técnicos: tempo de resistência ao fogo, vedação contra fumaça, tipo de abertura e certificação conforme norma. Essas variáveis determinam se o modelo escolhido será capaz, de fato, de cumprir sua função.

Nos próximos tópicos, vamos explicar detalhadamente cada um desses aspectos e mostrar como escolher a porta correta, evitando erros que podem comprometer a segurança da edificação.

    

Entendendo o papel da porta corta-fogo na segurança da edificação

A porta corta-fogo é projetada para permanecer fechada durante um incêndio, criando uma barreira capaz de retardar a propagação das chamas e reduzir a passagem de fumaça para áreas de circulação. Ela contribui para manter rotas de fuga utilizáveis e evitar que regiões essenciais (como escadas de emergência) sejam tomadas pela fumaça em poucos minutos.

Esse desempenho é resultado da combinação entre estrutura metálica, núcleo isolante, ferragens apropriadas e fechaduras com mola de retorno. Todos esses componentes são testados conforme a NBR 11742, norma que estabelece o tempo mínimo de resistência ao fogo e os critérios de certificação. Por isso, o modelo escolhido precisa ser compatível com a área de uso e com as exigências do projeto de segurança do prédio.

    

Critérios para escolher a porta corta-fogo adequada

1. Nível de resistência ao fogo

As portas corta-fogo são classificadas por seu tempo de resistência, normalmente variando entre 30, 60, 90 e 120 minutos. Esse tempo indica quanto o conjunto consegue suportar exposição direta ao fogo antes de perder suas propriedades.

  • Escadas enclausuradas: geralmente utilizam portas de 60 a 90 minutos.
  • Áreas técnicas e salas de equipamentos: podem exigir resistências maiores.
  • Rotas de fuga internas: costumam adotar modelos de 60 minutos, dependendo da ocupação e altura do edifício.

A escolha incorreta pode comprometer o plano de evacuação, já que a porta pode não resistir pelo período necessário para garantir segurança.

    

2. Tipo de abertura e aplicação

A porta pode ser de uma folha, duas folhas ou correr, dependendo das dimensões e do fluxo local. Em escadas e corredores estreitos, o modelo de giro (uma folha) costuma ser suficiente; já grandes acessos ou áreas com circulação intensa podem exigir portas duplas.

Além disso, o sentido de abertura deve seguir as normas de saída de emergência: em locais com grande fluxo, a porta deve abrir no sentido da evacuação.

    

3. Certificação e selo ABNT

Esse é um dos pontos mais importantes. Toda porta corta-fogo deve possuir:

  • Certificação conforme NBR 11742
  • Selo de conformidade da ABNT
  • Identificação permanente no produto, indicando fabricante, lote e tempo de resistência

O selo comprova que a porta passou por ensaios de resistência e desempenho, garantindo que o conjunto cumpre as exigências de segurança. Modelos sem certificação não devem ser utilizados, mesmo que apresentem aparência semelhante às portas regulamentadas.

    

4. Instalação adequada

Além da porta em si, a instalação influencia diretamente o funcionamento. O enquadramento precisa estar alinhado, a folha deve fechar com facilidade e o batente deve ser fixado de acordo com as recomendações do fabricante. Pequenas falhas, como frestas ou ajustes incorretos, comprometem a vedação e reduzem a capacidade da porta de conter fumaça e calor.

Por esse motivo, a instalação deve ser realizada por empresa especializada e com experiência comprovada.

    

5. Manutenção e inspeções periódicas

Mesmo portas certificadas deixam de funcionar corretamente se não forem inspecionadas. Entre os cuidados recomendados estão:

  • Verificar fechamento automático
  • Avaliar o estado das dobradiças e ferragens
  • Conferir alinhamento da folha
  • Garantir que não haja bloqueios ou travas indevidas
  • Checar sinalização e funcionamento da barra antipânico (quando houver)

Essas verificações podem ser feitas pela zeladoria, mas ajustes e reparos devem ser executados por empresas habilitadas.

    

Escolhendo com segurança

Escolher a porta corta-fogo adequada não é apenas uma questão de cumprir normas, mas de garantir que os recursos de segurança funcionem da forma esperada em um incêndio real. Avaliar resistência ao fogo, certificação, tipo de abertura, instalação e manutenção contínua é essencial para evitar falhas que podem comprometer o desempenho do equipamento.

Ficou com dúvidas sobre qual modelo escolher ou como avaliar as portas instaladas? Entre em contato e receba orientação especializada.

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